segunda-feira, 12 de maio de 2014

AS ABENÇOADAS HORAS DO HOJE

Diz o preguiçoso: "Amanhã farei."
Exclama o fraco: "Amanhã terei forças."
Assevera o delinqüente: "Amanhã regenero-me."
É imperioso reconhecer, porém, que a criatura, adiando o esforço pessoal, não alcançou, ainda,a noção real do tempo.

Quem não aproveitaa bênção do dia vive distante da glória do século.

A alma sem coragem de avançar cem passos não caminhará vinte mil.
O lavrador que perde a hora de semear não consegue prever as conseqüências da procrastinação do serviço a que se devota, porque,entre uma hora e outra, podem surgir impedimentos e lutas de indefinível duração.

Muita gente aguarda a morte para entrar numa boa vida.
Contudo a lei é clara quanto à destinação de cada um de nós.
Alcançaremos sempre os resultados a que nos propomos.

Se todas as aves possuem asas, nem todas se ajustam à mesma tarefa nem planam no mesmo nível.
A andorinha voa na direção do clima primaveril, mas o corvo, de modo geral, se consagra,
em qualquer tempo, aos detritos do chão.
Aquilo que o homem procura agora surpreenderá amanhã, à frente dos olhos e em torno do coração.

Cuida, pois, de fazer, sem delonga, quanto deve ser feito em benefício de tua própria felicidade, porque o Amanhã será muito agradável e benéfico somente para aquele que trabalha no bem, que cresce no ideal superior e que aperfeiçoa nas abençoadas horas de Hoje.

(Do espírito de Emmanuel, por Chico Xavier)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O MISTÉRIO DAS MÃES

Que mistério é esse que envolve as mães?

Eis uma pergunta difícil de explicar.
Não existe uma única criatura no mundo que não haja experimentado o envolvimento de sua mãe.
Seja um envolvimento positivo, amoroso, seja um envolvimento lamentável, doentio, patológico.
Mas, ninguém escapa da presença da mãe.
Alguém pode nascer sem a presença do pai, mas é impossível alguém nascer no mundo sem a presença da mãe.
A mãe é essa criatura tão especial que, muitas vezes, atormenta a vida dos filhos, desejosa de impulsionar as suas vidas.
Muitas vezes abafa o filho, querendo protegê-lo.
Quanto é importante essa figura no mundo!

Em “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, ele pergunta aos seres espirituais qual é a missão mais importante dentre aquelas que Deus concedeu aos homens na Terra.
Os Imortais respondem a Allan Kardec que a missão mais importante é a da mulher.
E complementam - porque é ela que educa o homem.

Quando pensamos nisso, verificamos a importância da mulher consciente, quando ela tem esse apercebimento do seu papel e essa certeza de sua influência, porque não há uma única mãe que não exerça influência sobre seus filhos.

Podemos mesmo ousar e dizer que, como base de todo o bruto, de todo o homem grotesco que houve na Humanidade, havia a figura de uma mulher, sua mãe.
Porque foi ela que fez com que ele não levasse desaforos para casa, foi ela que o ensinou a devolver agressão com agressão, ensinou-o a ser egoísta.
Mas, por baixo da história de todo santo, de todo missionário, de toda criatura do bem, existe a figura de uma mulher, de sua mãe.
Foi ela que disse: “Meu filho, quando um não quer, dois não brigam. Meu filho, é melhor um covarde vivo do que um corajoso morto. Meu filho, venha lavar em casa os problemas da rua, porque em casa você encontrará amor. Roupa suja, meu filho, se lava em casa.”

Assim, encontramos mães que criaram seus filhos para cima, e mães que empurraram seus filhos para baixo.
Encontramos aquelas que sabem que seus filhos não lhes pertencem, sabem que seus filhos são filhos de Deus essencialmente, são filhos da vida e que para a vida elas os deverão educar.
Há outras que supõem que eles sejam seus pertences, inoculam neles as suas fragilidades, os seus medos, os seus temores, seus pontos de vista.

Aí, começarmos a pensar na trajetória da mãe sobre o mundo, quando ela tiver essa consciência do seu papel junto aos filhos, quando ela admitir que serão seus filhos os professores de amanhã, os médicos, os advogados, os juízes, os políticos.
Quando ela admitir que serão seus filhos que administrarão as cidades, os Estados, os países, que responsabilidades terão em suas mãos, ela própria se tratará melhor, para que não tenha a cabeça infernizada por complexos de culpa, por conflitos e possa passar para os seus filhos esse respeito à vida, esse respeito aos outros.
Jamais essas mães ensinarão aos seus filhos que têm que respeitar os mais velhos, mas ensinarão aos seus filhos que eles têm que respeitar a todo o ser humano, a todo ser vivente. Ensinarão os filhos a amar os vegetais, a proteger as florestas, começando a cuidar dos jardins em casa.
Ensinarão o respeito aos animais.

Quem começa das coisas simples, terá capacidade de realizar as coisas complexas.

Ah, mulher mãe!
Que mistérios envolverão a sua figura?

A missão da mulher é uma missão misteriosa, porque ela consegue penetrar a alma do seu filho, consegue conhecer seu filho como ninguém.
Se pararmos para pensar, a mulher passa nove meses lunares carregando nas entranhas o seu rebento, nove meses em que ela faz um curso de especialização em percepção fluídica, em percepção psíquica.
Ela capta as emissões do seu feto, do seu filho ainda feto e as interpreta, como qualquer sensitivo interpretaria uma influenciação espiritual sobre seu psiquismo.
É dessa interpretação, das emissões do filho reencarnante que nascem os famosos desejos da mulher durante a gravidez.
É a interpretação que ela faz do que está sentindo.
Nem sempre são verdadeiras as interpretações, como nem sempre as criaturas transmitem corretamente aquilo que recebem dos seres espirituais.
O fenômeno é o mesmo.

Podemos afirmar que a gravidez corresponde ao período de maior transe mediúnico de que se tem notícia.
São nove meses em que a mulher mãe filtra o psiquismo de seu filho.
São nove meses em que ela projeta sobre ele seu próprio psiquismo.
Tanto ele conhece a sua mãe intimamente, tanto ela conhece seu filho como ninguém.
A mãe conhece os filhos pelo andar deles, pelo modo deles respirarem, pelo modo de olharem.
Ela conhece seu filho.
Jamais um filho se esconderá de sua mãe porque ela conhece suas emissões, seus fluidos, seu psiquismo.
Do mesmo modo, jamais uma mãe se esconderá do seu filho.
Ele consegue ler na sua mãe se ela está contente, se ela está triste, se ela está feliz, se ela está aborrecida.
Ele consegue ler sem que ela diga nada, por causa dessa habitualidade em conviver um com o outro, com essa intimidade visceral.

As nossas mães são aquele instrumento de que Deus lançou mão para que Ele se manifestasse na Terra, enviando-nos à Terra através delas.
A mulher rica, a mulher inteligente, intelectual quanto a mulher pobre, a mulher simples e ignorante têm a mesma habilidade para ser mãe.
Toda mulher, psiquicamente, nasce com essa estrutura para a maternidade.
Às vezes, elas não conseguem ser mães de filhos carnais, mas  são mães dos sobrinhos, são mães dos irmãos mais novos, são mães de todas as crianças que se lhes acerquem, porque é da mulher esse instinto da maternidade, ainda que não tenha seus próprios filhos carnais.

Verificamos que há um mistério notável na maternidade, e esse mistério se chama amor.

Esse amor que vem se desenvolvendo do instinto para a razão.
É esse amor, nas devidas dimensões, que faz o ninho entre os irracionais, que faz com que a galinha guarde seus pintinhos sob as asas, que faz com que os felinos lambam suas crias, que faz com que os pássaros ponham na boca dos seus filhotes o alimento que trouxeram no seu próprio estômago.
É isso que se desenvolveu ao longo dos milênios e explodiu cá em cima na coroa humana e recebeu o nome de amor de mãe, profundamente irracional.

A mãe ama seu filho independentemente do que ele seja, de quem ele seja.
O maior santo recebe o amor de sua mãe, o maior vilão, o mais espúrio dos seres recebe o amor de sua mãe.
Em todas as cadeias públicas, nos dias de visita, pode faltar a esposa, o filho, o amigo, nunca a mãe.
Ela estará sempre lá, amando seu filho, na felicidade ou na desdita, na alegria ou na tristeza.

 Porque ser mãe é de fato trazer uma proposta de Deus para aliviar as lutas do mundo!

Enquanto Deus mandar à Terra Seus filhos no seio das mulheres-mães é porque Ele ainda confia no progresso da Humanidade.

(Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 147, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em abril de 2008)


quarta-feira, 7 de maio de 2014

ACOLHER COM AMOR

Quantos de nós temos a capacidade de acolher o irmão que suplica o perdão?
Quantos de nós conseguimos calar o julgamento para deixar falar o amor?
Quantos de nós deixa de julgar o tropeço alheio e soergue o companheiro de jornada?
Que bom seria, amigos e irmãos, se nossas energias diárias fossem empregadas nesta gratificante tarefa de dilargarmos nossos corações para que o outro – pecador ou não – também nele encontre morada.
Mas a lição é de que, além desse amor tranquilo que acolhe e não repele o igual, há sempre tempo de evoluir.
Saibamos, pois, tomar consciência de todos os nossos desvios morais para que o arrependimento e o desejo de melhora ilumine os nossos dias futuros, fazendo descortinar-se o véu dos prazeres materiais – que turva a vista para o Pai de Amor.
Estejamos todos atentos e dispostos.
Fiquem todos na Paz de Nosso Senhor de Infinita Bondade e Misericórdia.


(Mensagem mediúnica)

terça-feira, 6 de maio de 2014

UM CORAÇÃO AFÁVEL

A complexidade da vida moderna parece cons­pirar contra a tua paz interior e, maquinalmente conduzido pela multifária engrenagem, sentes ver­dadeira conjuração dos fatores que conseguem, por fim, sulcar a tua face com os sinais da intranqüilidade, da revolta, do azedume.
Não obstante o confôrto que deriva das facilidades ao acesso de grande parte dos homens, experimentas sérias conjunturas afligentes que te molestam, solapando os alicerces da tua estrutura emocional.
Todavia, se te permitires ligeira análise das pos­sibilidades que fluem ao teu alcance, modificarás as disposições negativas e te renovarás.
Enseja-te um coração afável.
Experimenta aplicar esses valôres desconside­rados que são a palavra gentil, o gesto simpático, o sorriso delicado, a paciência generosa, e fortunas de verdadeira alegria espalharão moedas de bem-estar através de ti, envolvendo-te, também num halo de felicidade interior.
Francisco de Assis, embora enfêrmo e asceta, caminhando por sendas de cruas dificuldades, con­seguia cantar as belezas da “irmã natureza”, dos “irmãos animais”, dos “irmãos pássaros”...
Helen Keller, conquanto limitada pela surdez, pela cegueira e pela mudez, pôde exaltar a beleza das paisagens, a claridade das manhãs, a fragrância das flôres, fazendo da existência um hino de louvor à vida...
Gandhi, apesar de dispor de vastos recursos para o triunfo mundano, abraçou a causa da “não violência” e deu-se integralmente aos aflitos e ne­cessitados em constantes recitativos de amor à vida e abnegação pela vida.
Corações afáveis!
Quantas oportunidades desperdiças de semear júbilos fora e dentro de ti mesmo, porque insignifi­cante problema toldou a luz do teu amanhecer, ou irritação por coisa de monta insignificante produziu um mal-estar na execução do teu programa?
Lu­taste para conservar a mágoa, disputando a tarefa de parecer e ser infeliz, esquecendo as fartas con­cessões que o teu coração, tornado afável, poderia conseguir!
Simplifica o teu roteiro de ação, dilata a visão do bem no panorama das tuas horas, e com o preço mínimo de um sorriso considera a coleta de júbilos que dêle se deriva e que poderás colher.
Jesus, dilatando o seu coração afável, contou as mais belas hipérboles e hipérbatos, parábolas e poemas que o homem jamais escutou. Um grão de mostarda, uma moeda insignificante, algumas varas, uma pérola luminosa, peixes e rêdes, talen­tos e sementes receberam da sua afabilidade um toque especial de beleza que comoveram, a princí­pio, uma mulher atormentada por obsessão pertinaz, um príncipe petulante e douto, um cobrador de impostos rejeitado, jovens homens da terra e ve­lhos marujos decididos, sensibilizando, depois, incontáveis corações para com êles inaugurar um reino diferente de amor, que até hoje é a mais fascinante História da Humanidade.
Começa, dêsse modo, desde agora, a experiên­cia de manter um coração afável, disseminando bênçãos.


“Bem-aventurados os limpos de coração, porque êles verão a Deus”.
(Mateus: capítulo 5º, versículo 8)


“A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui tôda idéia de egoísmo e de orgulho”
(Capítulo 8º, Item 3)

(Do livro “Florações Evangélicas, do médium Divaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Joanna de Angelis)





segunda-feira, 5 de maio de 2014

NOSSA SENHORA DA CONFIANÇA

"Maria conhece todas as nossas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e esperanças. Interessa-se por cada um de seus filhos, roga por cada um com tanto ardor como se não tivera outro".
(Serva de Deus, Madre Maria José de Jesus)

Minha Mãe,
uni-me cada vez mais a Vós, e uni-Vos cada vez mais a mim.
Eu Vos agradeço a graça da confiança, mas Vos peço que a torneis cada vez mais intensa diante de cada fraqueza que eu sinta.
Nossa Senhora da Confiança, dai-me forças!
Peço-Vos, ó Mãe, que do alto do Céu desçam sobre vossos filhos - transpondo suave e vitoriosamente camadas espessas de poluição e de pecado - vossas bênçãos maternais.
Como os discípulos de Emaús ao Divino Redentor, nós Vos pedimos que essas bênçãos fiquem conosco, porque se faz noite sobre o mundo.
A cada instante, a cada angústia, a cada necessidade, ajudem-nos elas a manter a mais inteira e filial confiança em Vós.
Nossa Senhora, rogai por nós.

Amém.


terça-feira, 29 de abril de 2014

PRECE DE GRATIDÃO

Senhor Jesus! pela benção
De Tua doutrina santa
Que nos apóia e levanta
Para o Reino de Amor,
Pela paz que nos ofertas,
Pela esperança divina
Que nos conforta e ilumina,
Bendito sejas, Senhor!

Pela carícia do lar,
– Doce templo de carinho
– Que nos concedes por ninho,
Céu na Terra campo em flor.
Pelo aconchego suave
Da feição que nos aquece,
Pelo consolo da prece,
Bendito sejas, Senhor!…

Pelo tesouro sublime
De graças da natureza,
Pela serena beleza
Do mar, do jardim, da cor,
Pela fonte que entretece
Poemas de melodia;
Pelo pão de cada dia,
Bendito sejas, Senhor!

Em tudo o que nos reserves
À luz de cada momento,
O nosso agradecimento
por tudo, seja o que for…

Vivemos, Jesus Querido,
Na alegria de encontrar-Te,
Cantando por toda parte,
Bendito sejas, Senhor!…

Pelo Espírito João de Deus, do livro “À Luz da Oração”,
pelo médium Francisco Cândido Xavier


segunda-feira, 28 de abril de 2014

SOMOS TODOS IRMÃOS

A Doutrina Espírita tem uma valiosa contribuição em favor da extinção dos preconceitos raciais, revelando que somos todos Espíritos em evolução, submetidos à experiência reencarnatória.
E que podemos ressurgir na Terra como negros, brancos ou amarelos, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.
Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará implacavelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos.
Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros. Retornaram como escravos africanos.
Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito.
Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhidos por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores.
Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo eqüivale a amar a Deus.
Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas.
Saibamos que Deus não nos distingue pelos corpos.
E que todos os homens são iguais na balança Divina e só as virtudes nos distinguem aos olhos de Deus.
Todos os espíritos são de uma mesma essência, e todos os corpos são modelados com igual massa.
E nós todos que sofremos injustiças dos homens, sejamos tolerantes para com as faltas de nossos irmãos, lhes dizendo que, eles mesmos, não estão isentos de censura: ISSO É CARIDADE E HUMILDADE.

Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e poderoso. 

Foto: Mar da Galileia (*Pixabay) Irmãos, que alegria estarmos todos aqui neste ambiente de paz, amor, fraternidade e luz, muita...