quinta-feira, 14 de junho de 2012

ACEITAÇÃO DAS PROVAS

Bom dia, irmãozinhos queridos!

É com muita felicidade em meu coração que compareço aqui nesta manhã de sol e vejo que a luz não brilha só pelos raios que vêm do Astro Rei, mas, também, brilha nos corações esperançosos que aqui estão.

Continuemos confiando nos desígnios do Pai e certos de que ele nos garantirá sempre aquilo que é bom para cada um de nós, de acordo com o nosso merecimento.

A vida de cada um de nós está repleta de bênçãos, que têm por fim renovar, a cada dia, as nossas atitudes.

Por isso, a cada acontecimento de nossas vidas, temos a provação e o bálsamo.

Não permitam que a falta de aceitação da prova desequilibre o seu espírito, pois isso impediria a concreta absorção do aprendizado.

Olhem para a vida com olhos de amor.

Fiquem na paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Um abraço fraterno a todos.
Mensagem psicografada.

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

OBSTÁCULO E ENFRENTAMENTO

"Aquele que cede ante ao obstáculo, que desiste diante da dificuldade ...já perdeu a batalha sem a ter enfrentado.

Não raro, o obstáculo e a dificuldade são mais aparentes que reais, mais ameaçadores do que impeditivos.

Só se pode avaliar após o enfrentamento.

Ademais, cada vitória conseguida se torna aprimoramento da forma de vencer e cada derrota ensina a maneira como não se deve tentar a luta.

Essa conquista é proporcionada mediante o esforço de prosseguir sem desfalecimento e insistir após cada pequeno ou grande insucesso.

O objetivo deve ser conquistado, e, para tanto, a coragem do esforço contínuo é indispensável.

Muitas vezes será necessário parar para refletir, recuar para renovar forças e avançar sempre.

É uma salutar estratégia aquela que faculta perder agora o que é de pequena monta para ganhar resultados permanentes e de valor expressivo depois."

Joanna De Ângelis

terça-feira, 12 de junho de 2012

COMPANHEIRISMO

O resultado natural do amor entre pessoas (…) diferentes é o casamento, quando se tem por meta a comunhão física, o desenvolvimento da emoção psíquica, o relacionamento gerador da família e o companheirismo.

O matrimônio representa um estágio de alto desenvolvimento do Self, quando se reveste de respeito e consideração pelo cônjuge, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem em qualquer estágio da união que os vincula, reciprocamente, um ao outro ser.

Conquista de monogamia, através de grandes lutas, o instinto vem sendo superado pela inteligência e pela razão, demonstrando que o sexo tem finalidades específicas, não devendo a sua função ser malbaratada nos jogos do prazer incessante, e significa uma autorealização da sociedade, que melhor compreende os direitos da pessoa (…), que deixa de ser um objeto para tornar-se nobre e independente quanto é.

(…) Mais do que um ato social ou religioso, conforme estabelecem algumas Doutrinas ancestrais, vinculadas a dogmas e a ortodoxias, o casamento consolida os vínculos do amor natural e responsável, que se volta para a construção da família, essa admirável célula básica da humanidade.

O lar é, ainda, o santuário do amor, no qual, as criaturas se harmonizam e se completam, dinamizando os compromissos que se desdobram em realizações que dignificam a sociedade.

Por isso, quando o egoísmo derruba os vínculos do matrimônio por necessidades sexuais de variação, ou porque houve um processo de saturação no relacionamento, havendo filhos, gera-se um grave problema para o grupo social, não menor do que em relação a si mesmo, assim como àquele que fica rejeitado.

Certamente, nem todos os dias da convivência matrimonial serão festivos, mas isso ocorre em todos os campos do comportamento.

Aquilo que hoje tem um grande sentido e desperta prazer, amanhã, provavelmente, se torna maçante, desagradável. Nesse momento, a amizade assume o seu lugar, amenizando o conflito e proporcionando o companheirismo agradável e benéfico, que refaz a comunhão, sustentando a afeição.

Em verdade, o que mantém o matrimônio não é o prazer sexual, sempre fugidio, mesmo quando inspirado pelo amor, mas a amizade, que responde pelo intercâmbio emocional através do diálogo, do interesse nas realizações do outro, na convivência compensadora, na alegria de sentir-se útil e estimado.

Há muitos fatores que contribuem para o desconcerto conjugal na atualidade, como os houve no passado.

Primeiro, os de natureza íntima: insegurança, busca de realização pelo método da fuga, insatisfação em relação a si mesmo, transferência de objetivos, que nunca se completarão em uma união que não foi amadurecida pelo amor real.

Segundo, por outros de ordem psico-social, econômica, educacional, nos quais estão embutidos os culturais, de religião, de raça, de nacionalidade, que sempre comparecem como motivo de desajuste, passados os momentos de euforia e de prazer.

Ainda se podem relacionar aqueles que são conseqüências de interesse subalternos, nos quais o sentimento do amor esteve ausente.

Nesses casos, já se iniciou o compromisso com programa de extinção, o que logo sucede. Há, ainda, mais alguns que são derivados do interesse de obter sexo gratuitamente, quando seja solicitado, o que derrapa em verdadeira amoralidade de comportamento.

O matrimônio, fomentando o companheirismo, permite a plenificação do par, que passa a compreender a grandeza das emoções profundas e realizadoras, administrando as dificuldades que surgem, prosseguindo com segurança e otimismo.

Nos relacionamentos conjugais profundos também podem surgir dificuldades de entendimento, que devem ser solucionadas mediante a ajuda especializada de conselheiro de casais, de psicólogos, da religião que se professa, e, principalmente, por intermédio da oração que dulcifica a alma e faculta melhor entendimento dos objetivos existenciais.

Desse modo, a tolerância tomo o lugar da irritação, a compreensão satisfaz os estados de desconforto, favorecendo com soluções hábeis para que sejam superadas essas ocorrências.

É claro que o casamento não impõe um compromisso irreversível, o que seria terrivelmente perturbador e imoral, em razão de todos os desafios que apresenta, os quais deixam muitas seqüelas, quando não necessariamente diluídos pela compreensão e pela afetividade.

A separação legal ocorre quando já houve a de natureza emocional, e as pessoas são estranhas uma à outra. Ademais, a precipitação faz com que as criaturas se consorciem não com a individualidade, o ser real, mas sim, com a personalidade, a aparência, com os maneirismos, com as projeções que desaparecem na convivência, desvelando cada qual conforme é, e não como se apresentava no período da conquista.

Essa desidentificação, também conhecida como o cair da máscara, causa, não poucas vezes, grandes choques, produzindo impactos emocionais devastadores. O ser amadurecido psicologicamente procura a emoção do matrimônio, sobretudo para preservar-se, para plenificar-se, para sentir-se membro integrante do grupo social, com o qual contribui em favor do progresso.

A sua decisão reflete-se na harmonia da sociedade, que dele depende, tanto quanto ele se lhe sente necessário. Todo compromisso afetivo, portanto, que envolve dois indivíduos, torna-se de magna importância para o comportamento psicológico de ambos.

Rupturas abruptas, cenas agressivas, atitudes levianas e vulgaridade geram lesões na alma da vítima, assim como naquele que as assume.

Espírito de Joanna de Angelis,
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
Do Livro Amor, Imbatível Amor.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

A CRÍTICA

Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, uma conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo.

Após cumprimentar os presentes, retirou livros e uma jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.

Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza e enfileirou-os com graça.

Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.

Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.

Só então se dirigiu ao público, perguntando:
- O que é que os senhores estão vendo?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
- Um bicho!
- Um lagarto horrível!
- Uma larva!
Um monstro!

Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!  Os senhores não enxergaram o forro de seda alva que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume, Não perceberam as pérolas, nem as outras precisiodades. Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início.
Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...

E, sorridente, concluiu sua exposição, esclarecendo:
- Nada mais tenho a dizer...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SAÚDE MENTAL

Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental.
Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto.
E eu também pensei. Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender.
Percebi que nada sabia.
Eu me explico.

Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma.
Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski.
E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se.
Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia.
Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.
Mas será que tinham saúde mental?
Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa...

Não, saúde mental elas não tinham.
Eram lúcidas demais para isso.
Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata.
Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa.

Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão.
Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.

Nós somos muito parecidos com computadores.
O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes.
Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio".
O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.
O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.
Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória.

Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software.
Nós também.

Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou.
Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda.
Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.

Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos.
Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal.
Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.
Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco?

Ouvimos uma música e choramos.
Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado.
Imagine um aparelho de som.
Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover.
Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto.
Evite as coisas belas e comoventes.
A beleza é perigosa para o hardware.
Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.

Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais.
E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é.
E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.

Rubem Alves

terça-feira, 5 de junho de 2012

POR QUE DEUS NÃO ACABA COM O MAL?

(...) por que Deus, se é sempre o mais forte, o Senhor do sistema, não sana de vez o mal, anulando-o?
 
Não basta que uma coisa se nos torne lógica e justa, por ser cômoda.
 
Há necessidade de que, quem errou, compreenda.
 
Nenhuma força pode ser destruída, mas apenas corrigida.
 
Subsiste a lei de equilíbrio e justiça, em que se baseia o sitema, que exige a sua reconstrução.
 
Não é com a psicologia da própria vantagem imediata, relativa e utilitária, que se podem resolver tais problemas.
 
Recordemos que nós não somos punidos pelas nossas culpas por um Deus vingativo, mas sim, automaticamente, por essas mesmas culpas, isto é, pelas forças por nós movidas e pelas posições que quisermos assumir no sistema.
 
 O mal não se pode extinguir por um ato arbitrário, pois que a Onipotência divina não é jamais arbitrária, mas segundo a Sua própria Lei.
 
O mal só se pode extinguir por reabsorção, isto é, por retificação, por reconstrução daquilo que ruiu.
 
Só assim se explica como a dor pode redimir.
 
Trata-se de um processo de cura.
 
Eis por que a luta contra o mal é virtude, ou seja, é qualidade reconstrutora de bem.
 
Se o nosso universo fosse, no estado atual, consequência pura do primeiro ato criador de Deus, ele deveria ser perfeito.
 
Não o é, porque a criatura nele introduziu outras forças.
 
É justo que o labor da reconstrução lhes caiba, como delas foi a revolta à ordem.
 
Somente assim elas poderão verdadeiramente aprender a conhecer a Lei, cuja compreensão já revelaram não ter desejado.
 
Como se vê, tudo se desenvolve com cabal lógica.
 
Muitos desejariam Deus como seu servo, e se lamentam porque Ele não lhes poupa o incômodo de trabalhar, lutar, sofrer e por isso O acusam.
 
Mas é fácil compreender quanto é absurdo colocar as nossas pobres comodidades como centro do sistema.
 
Não é com tais medidas que se pode medir, nem com semelhante psicologia que se pode compreender.
 
Do livro Deus e Universo, de Pietro Ubaldi
           

sexta-feira, 1 de junho de 2012

DESENCONTROS DE AMOR

Você deseja noções,
Meu caro Luiz Heitor,
De como se vê no além
Os desencontros de amor.

Vejo agora que você
Tocando nessa questão,
Anota como se deve
A Lei da Reencarnação.

Se o estudo sobre a Terra
Fosse a luz de toda gente
A vida de cada um
Surgiria diferente.

 Muitos renascem no corpo
Para renúncia e serviço,
Mas depois, de passada a infância
Não querem nada com isso.

Principalmente em matéria
Do amor que salva e ilumina,
Quando se perde a cabeça,
Lá se vai a disciplina.

Se nós amassamos todos,
Segundo o amor de Jesus,
Tudo seria na Terra
Bondade, alegria e luz.

O amor, no entanto, entre os homens,
Tem força de correnteza
E o sexo lembra um rio
Que precisa de represa.

Se uma afeição de outras vidas
Vem, de novo, ao nosso olhar,
A condição em que esteja
É uma lei a respeitar.

Pode-se amar a pessoa
Em bases de estima e fé,
Como se guarda uma flor
Que não se arranca do pé.

Mas muita gente no teste,
Reencontrando um ser amado
Desgoverna-se de todo,
E deixa o dever de lado.

Se a criatura cai nisso,
Olvida o senso comum,
Menospreza o compromisso,
Não aceita aviso algum.

Abandonado o programa
Que se trouxe o renascer
Os males que surgirão
Ninguém consegue prever.

É muito amigo da vida
Procurando o próprio azar,
Há muito drama no mundo
Que precisamos lembrar:

Maricota matou João
E deu-se ao Natividade,
Mas João hoje é filho dela
Sem justa necessidade.

Carolino suicidou-se
Largado por Florisbela,
Que não pode ser de Antônio
Por ver o morto atrás dela.

Antero morreu por Joana
Pois Joana deu-se ao Benfica,
Antero voltou aos dois
É o filho que os crucifica.

Quitéria arrasou Belinha
Para dar-se ao Gil Cascudo,
A vítima renasceu...
É a filha que a fere em tudo.

Cervino acabou com Cláudio
Conquistando Dona Elisa,
Mas morto regressou...,
É o filho que os escraviza.

O triângulo afetivo
Que não se forma, a contento,
Termina sempre na vida
Em trio de sofrimento.

Se você gosta de alguém,
Mas já não está sozinho,
Cultive o amor dos irmãos,
Não complique o seu caminho.

Você faça o que quiser,
Liberdade é cousa santa,
Mas não se esqueça, meu caro:
Cada qual colhe o que planta.

Se você apenas luta
Por desejo e tentação,
Separação não se entende,
Divórcio não tem razão.

Cumpra o dever que abraçou
Alegre, forte, sereno,
O sexo com remorso
É melado com veneno.

Recorde o antigo provérbio
De valor singelo e raro:
“Quem a paca cara compra,
pagará a paca caro”.


Do Espírito de Cornélio Pires, pelo Médium Francisco Cândido Xavier,
Do Livro "Retratos da Vida".

Foto: Mar da Galileia (*Pixabay) Irmãos, que alegria estarmos todos aqui neste ambiente de paz, amor, fraternidade e luz, muita...